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Paulo Gonçalves esteve fora mas afinal mantém-se no Dakar

Apesar dos problemas na moto, piloto português segue em prova.

12 janeiro 2016

O português Paulo Gonçalves vai, afinal, manter-se no Dakar. A direção de prova neutralizou a nona etapa a partir do segundo posto de controlo, por motivos de segurança, e o piloto da Honda vai tentar reparar os estragos na sua moto.

“Últimas notícias: a etapa de hoje foi parada no CP2 [posto de controlo 2]. Paulo Gonçalves está oficialmente na corrida. Ele chegou ao CP2 com o companheiro Paolo Ceci e vai reparar hoje a sua mota no ‘bivouac’ de Fiambala de forma a começar amanhã [quarta-feira]”, escreveu a HRC Honda no sua página oficial no Twitter.

Antes de a etapa ser neutralizada, o diretor da equipa Honda, Martino Bianchi, tinha anunciado a desistência do português, revelando que “um arbusto entrou no radiador da sua mota e partiu-o”.

Paulo Gonçalves, que era quarto à passagem do CP1, ainda não surge nas classificações da etapa e deverá ser penalizado pela troca de motor. Como se trata de uma tirada maratona, dividida em duas etapas, qualquer reparação nas motos terá de ser feita sem auxílio externo.

No acompanhamento ao vivo da página oficial do rali, a organização deu conta de que o piloto natural de Esposende estava parado no segundo posto de controlo da nona etapa, devido a problemas no radiador.

O campeão do mundo de 2013 esteve quatro dias na liderança na classificação de motas, numa edição em que protagonizou um momento de ‘fair-play’ ao permanecer no sábado durante cerca de dez minutos junto ao austríaco Matthias Walkner (KTM), que tinha sofrido uma queda e partido uma perna.

Na segunda-feira, Paulo Gonçalves sofreu uma queda aparatosa e, no final da oitava etapa, perdeu a liderança para o australiano Toby Price (KTM), ficando no segundo posto, a 2m05s.

Price foi o primeiro a passar pelo CP2, pelo que foi declarado vencedor da nona etapa, consolidando a liderança, ao bater o argentino Kevin Benavides (Honda) por 7m10s e o eslovaco Stefan Sivtko (KTM) por 10m33s.

O melhor português foi Hélder Rodrigues (Yamaha), na nona posição, a 16 minutos, com Mário Patrão (KTM) a ser 16.º, a 30m22s, e Pedro Bianchi Prata 35.º, a 54m47s.

Fonte: Público