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Primeiros socorros entram nas aulas de condução

Está prevista para 2018 a introdução de formação em primeiros socorros nos conteúdos de quem tirar a carta de condução. Esta e outras medidas do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária estão em análise, mas as decisões só serão tomadas no final de 2017.

04 janeiro 2017

Para já, e segundo avança o jornal Público, são já várias as associações do setor que criticam o documento por não definir qualquer data para a realização das iniciativas nem onde se vai buscar o dinheiro para pôr em prática o que está no papel.

Da lista de medidas consta, também, a introdução de ações de formação para quem revalida a carta aos 65 anos é outra das iniciativas do plano.

Ainda há mais novidades, como o incentivo à colocação nos carros do sistema eCall, que avisa os serviços de emergência em caso de acidente rodoviário, com as coordenadas do local onde se encontra a viatura. A partir de abril de 2018 todos os carros novos vendidos na União Europeia serão obrigados a ter o eCall, que vai funcionar a partir do número 112.

Outra é um estudo para a inclusão de dispositivos inibidores de condução caso os condutores apresentem excesso de álcool. E como é que isto se traduz na prática? É simples: antes de iniciar a viagem, o carro irá ter um dispositivo que o vai obrigar a medir a taxa de álcool no sangue.

Caso o valor de álcool seja superior ao permitido por lei, o carro é bloqueado, não permitindo que a viagem seja feita. (Em Portugal 0,5 gr/l, de álcool presente no sangue já representa infração).

No entanto todas esta medidas não têm data concreta para avançar nem têm um orçamento para a concretização das mesmas. Quem o diz é o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel João Ramos, dando ênfase ao facto da educação rodoviária ser esquecida. “Foi aprovado em 2012 um referencial de Educação para a cidadania rodoviária no ensino básico, mas o Ministério da Educação acabou com a cadeira de Educação para a Cidadania e deixou de haver lugar para abordar esta matéria.” 

Fonte: AP