Só Barroso - Automóveis de qualidade

PSP vai ter a ajuda de drones para investigar acidentes rodoviários

Um kit com drone e comando de controlo nos carros da secção de trânsito da PSP, é este o passo inovador que a Polícia de Segurança Pública espera que contribua para a obtenção de “informação mais fidedigna e maior rapidez na desobstrução da via”, diminuindo desta forma o tempo de duração da remoção das viaturas e do trânsito consequente.

20 junho 2016

Este projeto resulta de uma parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que desenvolve já vários projetos com a utilização de drones para a recolha de imagens de acidentes rodoviários.

Para um dos investigadores, Joaquim João Sousa, “O objectivo é ajudar a PSP no registo e recolha de imagens e de informação dos sinistros. Perante um acidente e chamada a PSP ao local, o agente fará a gravação do acidente com o drone, sempre após a retirada dos feridos” refere.

Também o comissário da PSP, João Martins, explica a razão da utilização deste tipo de aparelhos “é um projecto inédito que ainda está em desenvolvimento”, realçando que “pelos testes que efetuámos, há duas grandes vantagens: a informação é muito mais fidedigna e a maior rapidez no desimpedimento da via de trânsito”.

Na demonstração realizada no campus universitário foi utilizado um drone comercial, mas a UTAD está já a desenvolver um protótipo, de baixo peso e pequenas dimensões, que poderá ser usado em quaisquer condições, quer meteorológicas quer em ambientes noturnos.

Vai ser também desenvolvida uma aplicação informática que vai permitir criar um modelo tridimensional, gerado através das imagens recolhidas pelo drone, através do qual será possível fazer as medições do acidente que passarão a substituir a fita e as anotações escritas

Um Kit em cada carro

“Basta um único agente chegar ao local, pegar no drone que, ao fim de 30 segundos, está a voar sobre a área do acidente e não demora mais de 10 minutos a recolher as imagens. Ao fim de pouco tempo pode-se também abrir a via”, enfatiza João Sousa.

Na primeira fase do projecto, serão os investigadores da UTAD a irem ao local do acidente fazer a recolha e processar os dados. “Os polícias usam o método tradicional, nós este novo método e depois vamos comparar para validar o processo de forma independente”, explica.

A ideia é que esteja disponível um kit com drone e comando nos carros da secção de trânsito da PSP.

Fonte: RR